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Febre Amarela no Brasil: tire suas dúvidas

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Febre Amarela no Brasil: tire suas dúvidas
Por: admin

Já somam 20 mortes, dentre os 35 casos confirmados de febre amarela no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, isso apenas no período de julho de 2017 a janeiro de 2018. Entre 2016 e 2017 foram 261 mortes pela doença no país. O avanço da moléstia tem assustado a população e as autoridades já disponibilizaram campanha de vacinação nos postos de saúde. Frente à grande demanda, o estoque de vacina foi fracionado, visando atender ao menos 19 milhões de pessoas vacinadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde), a fim de barrar o avanço da febre amarela.

Muitos se perguntam se o estoque de vacina no país é suficiente para imunizar toda a população que vive em locais onde os focos se propagam. O Ministério da Saúde confirma que há quantidade suficiente, embora não divulga números exatos. Já alguns especialistas afirmam que, se a demandar crescer, faltará soro em breve e alertam que o fracionamento já é a demonstração de que não há capacidade de vacinar nem três grandes estados brasileiros, ainda que o país seja o maior produtor dessa vacina no mundo. Alguns países como a Angola usou a mesma estratégia de fracionamento das doses de vacina contra a doença porque não havia quantidade suficiente para imunizar toda a população. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda essa estratégia por ser uma solução às necessidade quando a demanda é grande, embora não seja a medida ideal. É uma tentativa de evitar o rápido alastramento da moléstia.

O Estado de São Paulo apresentou o maior número de infectados, por isso, é área de recomendação à vacinação e já tem município decretando estado de calamidade pública. Até parques foram temporariamente fechados porque vários macacos ali residentes morreram infectados pela doença. Quem for viajar para São Paulo, está sob recomendação de tomar a vacina. A OMS enviou 3,5 milhões de doses da vacina ao Brasil ano passado, a fim de abastecer o estoque, mas o Ministério da Saúde afirma que não há necessidade de solicitação de nova remessa.

O fracionamento da dose da vacina equivale a um quinto da dose integral, isso significa que o soro com o vírus atenuado, com a função de fazer o organismo criar anticorpos e se auto defender, só terá prazo de imunização de aproximadamente 8 anos, precisando renovar a dose em alguns anos. Porém, quem já foi vacinado com a dose integral não precisa se submeter à dose fracionada, pois já está imunizado, embora a vacina imunize 98% das pessoas, outros 2% não ficam protegidos, uma vez que o organismo não reage criando anticorpos. Há estudos sendo desenvolvidos sobre o tema.

A dose fracionada é destinada à maioria da população, enquanto a dose integral é exclusiva às pessoas com condições clínicas especiais, como portadores de HIV, grávidas, crianças com idade entre nove meses e dois anos, pacientes em fase final de quimioterapia e quem viaja ao exterior. A vacina não é indicada aos alérgicos à proteína do ovo, à pacientes com câncer e a quem tem doenças que atingem o sistema imunológico.

Os sintomas da doença são vômitos, dores de cabeça, febre e dores musculares, mas podem chegar a afetar rins e fígado, além de causar hemorragias. Não custa usar repelente a fim de evitar a picada do mosquito Aedes aegypt, responsável por propagar a febre a amarela.

 


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